36 – Glacier National Park

Retornando para os EUA e Going to the Sun Road.

Deixamos Pincher Creek em uma manhã fria. A paisagem formada por campos amarelados de vegetação rasteira, seca e praticamente sem montanhas ao redor parece auxiliar a propagação de um vento gelado e cortante.

Pouco antes das sete horas, cruzamos por uma placa na estrada que dizia que o escritório de fronteira só abriria às 7h. Tranquilo porque ainda tínhamos uns 80km até a ele.

 

Super simples os trâmites para entrar nos EUA. Um dos policiais ditou a placa da moto para que outro colocasse no sistema e o que estava me atendendo fez as perguntas de sempre:

- Quantos dias você pretende passar nos EUA?

- De onde você está vindo?

- Trás consigo frutas, cigarros,  bebida ou coisas para vender nos EUA?

Respondidas as perguntas, recebo de volta meu passaporte carimbado. É o quarto carimbo de entrada nos EUA que recebo neste passaporte.

Logo depois da fronteira encontramos uma placa "bem-vindo ao estado americano de Montana".

 
Entrando no Estado de Montana nos EUA

Entrando no Estado de Montana nos EUA

 

A paisagem muda completamente depois da fronteira. Florestas de pinus e montanhas são o novo visual. Há muitos bois e vacas na pista e isso parece ser normal por aqui. É possivel ver sinais de fezes dos bichos por todo o asfalto em um trecho de uns 100 km. Numa curva, tenho que frear bruscamente porque havia muitos deles no caminho, porém nada mais que um pequeno susto e seguimos viagem.

Paramos para fotografar um café-bar que chamava Two Sisters, mesmo nome do estúdio da Jana em Florianópolis. Em uma parede externa do estabelecimento, encontrei uma coleção muito curiosa: um mapa dos EUA traz praticamente todas as placas afixadas em seu estado correspondente. Muito show!!!

Ideia muito interessante para uma coleção de placas dos EUA

Ideia muito interessante para uma coleção de placas dos EUA

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Belas paisagens em Montana

 

Por insistência de nosso amigo Cassiano, reincluímos o Glacier National Park em nosso roteiro. Estava no original, mas havíamos descartado depois do erro de percurso do dia anterior. Ele insistiu para que recolocássemos e aceitamos a sugestão, brincando que se eu não gostasse da estrada ele pagaria um churrasco, mas se ocorresse o contrário eu é que seria o provedor da despesa. Desafio aceito!

Cruzamos a entrada do parque e nos primeiros 5 km já havia percebido que teria que desembolsar o churrasco, mas o farei com todo prazer.

Percorremos e ficamos impressionados com os 51 km da Going to de sun road. Que estrada maravilhosa! Montanhas geladas embelezam um visual de tirar o folego de qualquer motociclista.

Por sugestão do Cassiano incluímos a Going to the sun em nosso roteiro.

Por sugestão do Cassiano incluímos a Going to the sun em nosso roteiro.

Lago Saint Mary

Lago Saint Mary

Logan Pass

Logan Pass

Quando cruzamos o Logan Pass, sentimos todo o frio de uma manhã de verão aqui no Glacier National Park. Imaginamos que no inverno deva ser quase impossível de parar e tirar o capacete para fotografar. O visual vale o esforço.

Descida do Logan Pass

Descida do Logan Pass

Lindas paisagens em uma das estradas mais belas que conheci

Lindas paisagens em uma das estradas mais belas que conheci nesta viagem

Chegamos em West Glacier e nossa ideia inicial era tomar a Rodovia 2 para voltar para à Highway 89, que nos levaria ao próximo destino. Ela estava fechada e tivemos que retornar todos os 51 km para voltar a St. Mary e retomar nosso traçado. Um privilégio ter podido passar duas vezes nessa estrada.

Glacier National Park

Glacier National Park

Glacier National Park

Glacier National Park

   
McDonald Creek no Glacier National Park

McDonald Creek no Glacier National Park

A propósito, o nome da estrada - Going to the sun road - só pode ter sido dado quando alguém que estava no Logan pass pensou: "Putz, tenho que ir para o sol!"  Só pode ter sido isso. Que lugar mais congelante!

Cassiano, o churrasco é por minha conta!

Rodamos mais um pouco e conseguimos um hotel em Wolf Creek, um dos mais diferentes em que ficamos. Para começar, estava fechado. Só havia uma placa na porta para ligar para um número de telefone celular. Como? Não temos telefone que funcione aqui! Vi um senhora sentada em uma varanda próxima e fui conversar! Ela era hóspede do motel e se dispôs a ligar!

Discou o número no telefone e passou para mim. O cara falava muito rápido e eu não entendia nada... Aí foi a tática de sempre:

- I don't understand english very well. I'm from Brasil. Please, I need one room, two beds! How much is your room?

Cabana em Wolf Creek

Cabana em Wolf Creek

Pude perceber que ele entendeu meu pedido, mas não entendi metade do que ele falou de volta. Só entendi que ele só aceitava pagamento por cartão de crédito. Peguei o meu e passei os números pelo telefone. Ainda bem que estou treinado em soletrar meu nome em inglês! Eita que trocar as vogais para quem não tem prática não é nada fácil. Mas deu tudo certo. Negócio feito por telefone e ele explicou onde estava escondida a chave para eu pegar e entrar na minha cabana.

Estava dentro de uma "pedra" de plástico perto da porta e atrás de uma folhagem, Imaginem a ginástica idiomática que tivemos que fazer ao telefone para eu entender isso! Claro que recorri à bondosa senhora, dona do telefone.

Pedra de plástico onde estava escondida a chave da cabana em que ficamos em Wolf Creek

Pedra de plástico onde estava escondida a chave da cabana em que ficamos em Wolf Creek

Pedra de plástico onde estava escondida a chave da cabana em que ficamos em Wolf Creek

Pedra de plástico onde estava escondida a chave da cabana em que ficamos em Wolf Creek

 Que lugar agradável! Parece ser um destino de pescadores que vêm ao vilarejo para pescar no Rio Missouri, que é perto das cabanas!