30 – Sign Post Forest

Expedição Extremo Norte na floresta das placas.  

Clareou o dia, o relógio marca aproximadamente 6 horas da manhã, estamos arrumando as coisas. Dentro do quarto da parada de Destruction Bay, às margens do Kluane Lake, faz calor, embora artificial, gerado pela eficiente calefação. Lá fora chove e está muito frio.

Hotel em Destruction Bay

Hotel em Destruction Bay

Devidamente paramentados, capas de chuva ao corpo, demos a partida em nossas motos e apontamos a dianteira para sudoeste. Seria um longo dia e a chuva e o frio prometiam acrescentar um tom dramático à nossa jornada.   O Edson é só elegios para suas luvas térmicas: "Bendita seja a Oxford!" E tem toda razão,  pois luvas impermeáveis e aquecidas são um dos poucos prazeres que desfrutamos na manhã congelante de 24 de agosto. Elas fazem toda a diferença. Obrigado por participar desta expedição, Oxford! Produtos de qualidade, testados e aprovados.   Depois de alguns quilômetros acompanhados pela chuva, conseguimos desviar e quando dobramos à esquerda na Heines Junction, a perdemos de vista no retrovisor. Continuamos em companhia do frio, mas sem chuva e com as roupas Go Ahead e Mormaii, a tarefa fica menos congelante.   Em nossa terceira parada para abastecimento, avistamos várias motos BMW e Harley-Davidson no restaurante junto ao posto. Só "motão"!  O Edson brinca: "Será que Kawasaki pode parar aqui?" Eu, em tom de brincadeira, respondo: "Duvido você entrar no restaurante e bravejar: Dono de BMW e Harley é tudo bundão!" Claro que se fizesse isso ele iria apanhar muito e eu ajudaria a bater!
DSCF1471 (1)-640x480

Motociclistas da Lituânia

Quando entramos no restaurante fomos muito bem recebidos pelos motociclistas. Cinco deles são Lituanos e um fala inglês razoavelmente, então foi possível batermos um papo. Entre eles há uma motociclista que pilota uma Harley-Davidson, com a qual foi a Prudhoe Bay. Muita coragem!   Eles estão dando a volta ao mundo e, quando a conversa é sobre viagens de moto, as informações fluem naturalmente. Trocamos adesivos e eles já colaram os nossos em suas motos. Tiramos muitas fotos e eles seguiram viagem. Nos encontraríamos mais duas vezes.   Na parte da tarde, chegamos a Watson Lake e paramos na Sign Post Forest, a cidade das placas. Nesse lugar há uma praça com aproximadamente 72.000 placas de viajantes que eternizam sua passagem deixando uma marca da viagem.
Entrada da cidade de Watson Lake

Entrada da cidade de Watson Lake

Nós fizemos a nossa placa no Brasil e desde o primeiro dia de viagem estava colada do lado de fora do baú direito da moto preta.

Noss placa na moto preta

Noss placa na moto preta

Ela presenciou nosso início de jornada na Califórnia e tudo que ocorreu até hoje: visitou Prudhoe Bay, viu o oceano ártico, os picos gelados do sul do Alaska e as maravilhosas montanhas de gelo na península de Knai. Depois de tudo isso, chegou a seu destino: a floresta das placas. Ela ficou ali, parafusada em um dos tótens (coordenada de GPS: 60.06363 -128.71333).

IMG_2109-640x427

Procurando um lugar disponível

Procurando um lugar disponível

 
72.000 placas de muitos lugares do mundo

72.000 placas de muitos lugares do mundo

Achei.  Ela ficou aqui!

Achei. Ela ficou aqui!

 
Placa da Expedição Extremo Norte

Placa da Expedição Extremo Norte

 
Ali, ó!

Ali, ó!

IMG_2100-640x427 Nossa jornada continuou para o sul e esperamos um dia rever nossa brava placa, que nos representará junto a uma interminável legião de viajantes que já passaram por aqui.
Bison na estrada

Bison na estrada

Andamos alguns quilômetros na Alaska Highway e avistamos um bison e um urso preto. Fotografamos o bison, mas o urso, danado de rápido, sumiu em segundos, antes que eu pudesse ligar a câmera.
Bison na estrada

Bison na estrada

Belíssimo dia em território canadense, descansamos em Coal River para explorar, no dia seguinte, algumas atrações da Alaska Highway.